A primeira controvérsia que envolve o conceito de liderança é saber se
ele define uma característica que pode ser desenvolvida ou se liderança é
uma característica pessoal, genética. Minha opinião é quando as pessoas
falam conscientemente. Isto é, quando falam o que pesam, referem – se à
liderança como instrumento gerencial indispensável e que, felizmente,
pode ser desenvolvido. Quando no entanto, falam no plano do que
sentem, ou seja, valendo – se do emocional, vêem a liderança como
característica pessoal, que alguns têm e outros
não. Acreditam que aqueles que a possuem trazem – na desde o berço. No
imaginário das pessoas, o líder chora mais alto no berçário. Nem a
crença nem a busca para definir liderança são novas. A primeira
tentativa foi feita por Platão no ano II a.C . Também o psicólogo
Willian James, em 1880, afirmou que homens como Julio César ou
Alexandre, o Grande, já teriam nascido com os traços de personalidade
que os levaram à grandeza. Os pesquisadores, contudo, nunca
identificaram traços que pudessem ser consistentemente associados à
liderança. No início do século XX, a pergunta “como são os líderes?”
deu lugar à questão “o que fazem os líderes?”. Nascia a teoria
comportamental, e esta provou que comportamentos podem ser aprendidos,
mas, para resultarem em liderança efetiva, devem ser adaptados a
situações específicas. O enfoque nos aspectos situacionais da liderança
se mantém até os dias de hoje.
Fonte: Superdicas.
Paulo Gaudencio (Consultor para
diagnóstico empresarial, desenvolvimento humano, comportamento e
relacionamento no grupo profissional.) - Se tornar um verdadeiro líder.
– São Paulo – Editora Saraiva. 2008.
Postado por: Dieison Kunst (ALEMÃO
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