Como fazer com que pessoas inteligentes e capazes
continuem contribuindo com o máximo dos seus esforços em tempos de tantas
incertezas e mudanças? Não existe fórmula mágica.
Bons profissionais só permanecem nas empresas
quando estão satisfeitos e motivados. No entanto, as razões da satisfação e
motivação são características intrínsecas e dependem de valores e desejos
pessoais.
Antes de qualquer coisa, dois fatores são
fundamentais e básicos para a mobilização e retenção de talentos. O primeiro é
a existência de uma causa, algo que justifique a “luta”, uma razão para ir
além, dar tudo de si. Sem uma razão, dificilmente se consegue comprometimento.
Em seguida, na mesma medida e grau de importância,
é fundamental prover cada pessoa com todos os recursos necessários à execução
das suas atividades, desde os mais básicos, tais como saúde, alimentação,
ambiente, meios e ferramentas adequadas, até os mais complexos, como
competência, autoestima, condições psicológicas.
Somente a partir disso é que se pode estruturar um
programa de mobilização e retenção de talentos. Os pontos chaves, que não estão
ordenados por nível de importância, mas agrupados de forma lógica.
O primeiro ponto é o conceito de comunidade. É
fundamental conseguir que as pessoas se percebam como pertencendo a um grupo,
uma equipe e um projeto. E para que isto seja verdade, as pessoas devem se
sentir identificadas e participantes das escolhas, definições e decisões.
O ponto seguinte é a comunicação, que responde e
atende a necessidade do indivíduo de se sentir informado, sabendo o que faz,
por que faz, para quem e para que faz e, sobretudo, que resultados esperam do
grupo como um todo e dele em particular.
Estimule conversas individuais, francas,
face-a-face, que informam e buscam reforçar o comprometimento. E também
estimulações coletivas como reuniões, que possibilitem que as pessoas troquem
informações e se comprometam com a ação na frente dos colegas da equipe.
O terceiro ponto é fazer as pessoas se sentirem
importantes. Para isto, é fundamental que a tarefa que executam possa ser
apresentada como uma “missão”, na qual ele possa se identificar com a figura do
"herói", ou seja, que ele possa passar aos outros o sentimento de que
a atuação dele é fundamental para a obtenção dos resultados.
O quarto ponto é transmitir às pessoas a mensagem
de que elas foram escolhidas. É ilusão tentar mobilizar e reter pessoas que tem
posturas e valores divergentes dos estabelecidos pelo grupo.
O último e, talvez, o mais importante fator, é o
reconhecimento e a recompensa. O reconhecimento da sua importância e da sua
ação permite que as pessoas suportem o medo do desamparo. Este reconhecimento
tem que ser público, tem que ser mostrado e visto.
O reconhecimento deve ser sempre percebido como
justo e justificado. Caso a relação entre a retribuição e a contribuição dos
premiados não seja percebida como justa, o tiro pode sair pela culatra.
Gilberto Guimarães é professor
da BSP – Business School São Paulo.
Tópicos: Dicas de Gestão de Pessoas de PME, Dicas para seu negócio, Motivação,Gestão, Pequenas empresas
Motivar as pessoas sempre é importante, tanto na vida profissional como pessoal. Mas pelo lado profissional é muito significativo, pois reconhecer os talentos e habilidades dos colaboradores auxilia para um crescimento da organização. Trazendo satisfação e sucesso tanto para a empresa como para o funcionário.
ResponderExcluirPor: Patrícia S. Ferraz
O alto rendimento e produtividade sem dúvida está ligado ao reconhecimento do que se faz. Infelizmente não são muitas empresas capacitadas em dar um feedback completo e que de alguma forma seja instrutivo. Muito legal o post! Aline benitt
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